Sou antítese, oposto
A parte cega de um olhar
O lado vazio de um copo cheio
A escuridão contida na luz
A seriedade embutida no engraçado
Sou abstrato, obtuso
Concreto, discreto
Segmentos.
A covardia de um herói
A coragem de um covarde
Sou pipa, sou vento.
Instinto, selvagem.
A parte triste de um sorriso
O composto daquilo que é simples
O lado errado daquilo que é certo
Sou circo, palhaço.
A cortina que nunca se abre
O silêncio da platéia
A vaia dos aplausos
O interruptor que apaga todos os holofotes.
[Lars]
Não quero limites. Sou uma experiência silenciosa, uma multidão de palavras quietas embaralhadas no nada. Frases mudas que causarão danos irreversíveis dentro de vocês. LArs
Sapientia et Fortitudo
Ecce Homo
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Penso seriamente em me despedir
Dizer adeus
Maneira secreta de falar tristeza
Chorar trancado em você
Se esconder
Trafegar por entre teus pensamentos
Para depois fugir
Desintegrar-se diante teus olhos
Tornar-se uma utopia inútel
Uma ilusão
Invadir teus sentimentos
Para depois sumir
Deixar a lembrança de um sorriso
O gosto de um beijo
Desaparecer diante teus sonhos
Tornar-se apenas o resto
Resto de uma operação insignificante
Subtraindo desejos
Somando lágrimas
Chegando ao resultado exato do fim.
[LArs]
Dizer adeus
Maneira secreta de falar tristeza
Chorar trancado em você
Se esconder
Trafegar por entre teus pensamentos
Para depois fugir
Desintegrar-se diante teus olhos
Tornar-se uma utopia inútel
Uma ilusão
Invadir teus sentimentos
Para depois sumir
Deixar a lembrança de um sorriso
O gosto de um beijo
Desaparecer diante teus sonhos
Tornar-se apenas o resto
Resto de uma operação insignificante
Subtraindo desejos
Somando lágrimas
Chegando ao resultado exato do fim.
[LArs]
O que dizer sobre o vazio dos homens?
O que dizer sobre os homens vazios?
Comecemos por decantar as flores frias do inverno
Muitas delas sem perfume, outras sem paixão.
Observando as folhas que se despedem das árvores
Muitas delas sem pressa, outras sem sentido,
Todas para sempre.
Calo-me como se calam os galhos secos do destino
À espera de um tempo que passou
Garrafas e copos sem conteúdo
São como um deserto vazio, como homens vazios.
O silêncio invade a noite
O homem é uma brisa que grita ao invés de soprar
As montanhas se aproximam
Deuses, pássaros, sonhos
Tudo se extingue
Desmancha-se o último dos sorrisos
Penúltimo momento de um fim
Ainda restam algumas sílabas
As nuvens despencam em direção ao solo
Morte delicada que sopra ao invés de gritar
Folhas que sonhavam se recolhem
Choram
Adormecem ao infinito.
[Lars]
O que dizer sobre os homens vazios?
Comecemos por decantar as flores frias do inverno
Muitas delas sem perfume, outras sem paixão.
Observando as folhas que se despedem das árvores
Muitas delas sem pressa, outras sem sentido,
Todas para sempre.
Calo-me como se calam os galhos secos do destino
À espera de um tempo que passou
Garrafas e copos sem conteúdo
São como um deserto vazio, como homens vazios.
O silêncio invade a noite
O homem é uma brisa que grita ao invés de soprar
As montanhas se aproximam
Deuses, pássaros, sonhos
Tudo se extingue
Desmancha-se o último dos sorrisos
Penúltimo momento de um fim
Ainda restam algumas sílabas
As nuvens despencam em direção ao solo
Morte delicada que sopra ao invés de gritar
Folhas que sonhavam se recolhem
Choram
Adormecem ao infinito.
[Lars]
Sigo na chuva
Momento sem consolo
Numa noite tão insignificante quanto meus atos
Procuro em mim o que nunca encontrei em você
Possibilidade infinita de errar
Sonho na chuva
Segundos sem dor
Palavras insignificantes como a minha voz
Tento encontrar em você o que deixei perdido em teu olhar
Segredos, destino
Rosto desconhecido que me sufoca
Passos tão insignificantes quanto meu caminho
Possibilidade infinita de me perder
Procurando em você, o que sempre esteve dentro de mim
[LArs]
Momento sem consolo
Numa noite tão insignificante quanto meus atos
Procuro em mim o que nunca encontrei em você
Possibilidade infinita de errar
Sonho na chuva
Segundos sem dor
Palavras insignificantes como a minha voz
Tento encontrar em você o que deixei perdido em teu olhar
Segredos, destino
Rosto desconhecido que me sufoca
Passos tão insignificantes quanto meu caminho
Possibilidade infinita de me perder
Procurando em você, o que sempre esteve dentro de mim
[LArs]
terça-feira, 5 de julho de 2011
Tento adivinhar teus pensamentos
Sento e pergunto pra mim mesmo...
Choro...
Vago com o vento à tua procura
Chego até você
Você não me nota...
Bato na janela do teu quarto
Escuridão...
A luz ascende...mas rapidamente se apaga
A janela permanece fechada
Tua resposta: o silêncio
Me entrego ao vento
Ele me trás de volta
Tento adivinhar teus sonhos...
Sento e pergunto pra mim mesmo
Choro...
Vago com o vento sem você.
[LArs]
Sento e pergunto pra mim mesmo...
Choro...
Vago com o vento à tua procura
Chego até você
Você não me nota...
Bato na janela do teu quarto
Escuridão...
A luz ascende...mas rapidamente se apaga
A janela permanece fechada
Tua resposta: o silêncio
Me entrego ao vento
Ele me trás de volta
Tento adivinhar teus sonhos...
Sento e pergunto pra mim mesmo
Choro...
Vago com o vento sem você.
[LArs]
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Frias noites vazias
Ouço pelo fone de ouvidos
O som que quebra meu silêncio interior
Porém o silêncio das estrelas permanece intacto
Agudo...infinito
Nesta noite fria
Vazia noite sem você
Sem o teu abraço
Sem a presença necessária do teu corpo
Sem a alegria do doce sorriso que saía dos teus lábios
Sem tua voz que acalmava as descompassadas batidas do meu coração
Sem teus olhos, teu olhar
Onde está você?
Jogada em meus desejos?
Perdida na encruzilhada do passado
Em que tomamos rumos diferentes
Caminhos opostos que nunca mais se encontrarão
Há não ser em pensamentos
No abandono dos nossos sonhos que parecem eternos
Ou nas simples lembranças
Que persistem em invadir meu silêncio
Nestas frias noites vazias
[LArs]
O som que quebra meu silêncio interior
Porém o silêncio das estrelas permanece intacto
Agudo...infinito
Nesta noite fria
Vazia noite sem você
Sem o teu abraço
Sem a presença necessária do teu corpo
Sem a alegria do doce sorriso que saía dos teus lábios
Sem tua voz que acalmava as descompassadas batidas do meu coração
Sem teus olhos, teu olhar
Onde está você?
Jogada em meus desejos?
Perdida na encruzilhada do passado
Em que tomamos rumos diferentes
Caminhos opostos que nunca mais se encontrarão
Há não ser em pensamentos
No abandono dos nossos sonhos que parecem eternos
Ou nas simples lembranças
Que persistem em invadir meu silêncio
Nestas frias noites vazias
[LArs]
quarta-feira, 30 de março de 2011
Liberdade que precisa ser destrancada.
Desiludida Liberdade.
Resgatar sentimentos
Juntar cacos de um olhar destruído
Colar sorrisos em detalhes
Aprender.
Recolher suspiros suspensos no ar
Encontrar sussurros de um breve momento
Sentir.
Palavras caídas pelo peito
Tropeçar em minhas fragilidades
Sentar naquela grama esparramada
Querer.
Fechar os olhos
Lembrar os dias..relembrar as noites
Esquecer o tempo
Esperar.
Reencontrar a solidão!
[LArs]
Desiludida Liberdade.
Resgatar sentimentos
Juntar cacos de um olhar destruído
Colar sorrisos em detalhes
Aprender.
Recolher suspiros suspensos no ar
Encontrar sussurros de um breve momento
Sentir.
Palavras caídas pelo peito
Tropeçar em minhas fragilidades
Sentar naquela grama esparramada
Querer.
Fechar os olhos
Lembrar os dias..relembrar as noites
Esquecer o tempo
Esperar.
Reencontrar a solidão!
[LArs]
sábado, 5 de março de 2011
Passos
Passo sobre meus próprios passos
Em sobrepassos confusos
Sobre mim nada importa
Sobre você, te perdi
E o sobre nós já não existe mais
Sobrevoar lembranças
Sobrescrever sentidos
E então o que dizer?
Sobre o que sentir?
Sobre tudo você.
E os segundo que não passam
Transfiguram sorrisos
Que insistem em partir
[Lars]
Em sobrepassos confusos
Sobre mim nada importa
Sobre você, te perdi
E o sobre nós já não existe mais
Sobrevoar lembranças
Sobrescrever sentidos
E então o que dizer?
Sobre o que sentir?
Sobre tudo você.
E os segundo que não passam
Transfiguram sorrisos
Que insistem em partir
[Lars]
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Doce Voz
Apaixonar-se por uma música
Som que invade teus sonhos
Penetra em teu corpo
Incorpora teus poros e os fazem arrepiar
A melodia que derruba conceitos
Abre caminhos interditados pelo passado
E quebrando o silêncio interno
Te une com a vida
Lhe permite sentir o mundo
Sentir a brisa, a voz
Enlouquecer... Amar
Agarrar a alma pelos braços
E dançar, simplesmente dançar
Onde quer que esteja
Sem notar sorrisos ou lágrimas
Aplausos ou sussurros
Apoderar-se do breve momento do agora
Instante infinito de ternura individual
Estar só, completamente só
E ouvir o doce timbre da canção.
[LArs]
Som que invade teus sonhos
Penetra em teu corpo
Incorpora teus poros e os fazem arrepiar
A melodia que derruba conceitos
Abre caminhos interditados pelo passado
E quebrando o silêncio interno
Te une com a vida
Lhe permite sentir o mundo
Sentir a brisa, a voz
Enlouquecer... Amar
Agarrar a alma pelos braços
E dançar, simplesmente dançar
Onde quer que esteja
Sem notar sorrisos ou lágrimas
Aplausos ou sussurros
Apoderar-se do breve momento do agora
Instante infinito de ternura individual
Estar só, completamente só
E ouvir o doce timbre da canção.
[LArs]
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Linha vazia
Nossos diálogos em branco
A expressão nula de cada palavra não dita
Palavras caladas
Sorrisos quietos
O desejo de te ouvir
Vontade de gritar
Escrever, só por um instante, escrever
Porém a próxima linha permanece vazia
Sem letras de forma
Sem uma letra qualquer
Sem riscos, rabiscos
Sem contorno algum
Intacta
Muda
Não há pontos nem pingos
Não há vírgulas, nem vozes
Permanece em branco
Vazia
Sem sonhos, sem vida
Sem você
[Lars]
A expressão nula de cada palavra não dita
Palavras caladas
Sorrisos quietos
O desejo de te ouvir
Vontade de gritar
Escrever, só por um instante, escrever
Porém a próxima linha permanece vazia
Sem letras de forma
Sem uma letra qualquer
Sem riscos, rabiscos
Sem contorno algum
Intacta
Muda
Não há pontos nem pingos
Não há vírgulas, nem vozes
Permanece em branco
Vazia
Sem sonhos, sem vida
Sem você
[Lars]
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
A fumaça embaralha-se ao vento
Desaparece
Mais um trago solitário naquilo que é vazio
Em mim!
Destila-se o silêncio
Vagos sinônimos
Vácuos de sentidos
Oculto meus desentendimentos
Desprendem-se palavras
Despedaçam
Decompõe
Desnutridas formas indesejáveis
Egos desmaterializam erros
Desmentem
Desculpas
Desacreditam
O ser mistura-se ao ar
Deforma-se
Mais um soluço vazio naquilo que é solitário
Em mim!
Desenvolvem-se sintomas
Destroem
Decepam
Destinos.
[LArs]
Desaparece
Mais um trago solitário naquilo que é vazio
Em mim!
Destila-se o silêncio
Vagos sinônimos
Vácuos de sentidos
Oculto meus desentendimentos
Desprendem-se palavras
Despedaçam
Decompõe
Desnutridas formas indesejáveis
Egos desmaterializam erros
Desmentem
Desculpas
Desacreditam
O ser mistura-se ao ar
Deforma-se
Mais um soluço vazio naquilo que é solitário
Em mim!
Desenvolvem-se sintomas
Destroem
Decepam
Destinos.
[LArs]
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Sinto-me
De repente acordo no meio da noite
Vejo minha alma sentada no canto do quarto
Tão muda quanto meu peito
Formando um ângulo solitário
Com as paredes opostas do mundo
Oposta presença de mim mesmo
Reconforta-se no vazio do meu olhar
Me encara
Quieta, tão quieta quanto o tempo
Atravessa a fronteira do silêncio
Percorre a escuridão da madrugada
Incorpora-se ao meu corpo
Sinto-me
Agora há uma unica presença em meu ser
Que ainda há pouco
Se dividia em duas solidões
LArs
Vejo minha alma sentada no canto do quarto
Tão muda quanto meu peito
Formando um ângulo solitário
Com as paredes opostas do mundo
Oposta presença de mim mesmo
Reconforta-se no vazio do meu olhar
Me encara
Quieta, tão quieta quanto o tempo
Atravessa a fronteira do silêncio
Percorre a escuridão da madrugada
Incorpora-se ao meu corpo
Sinto-me
Agora há uma unica presença em meu ser
Que ainda há pouco
Se dividia em duas solidões
LArs
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Existência
Duas e onze de uma quarta - feira sem sorrisos
Num daqueles dias que seria melhor não existir
Olho vagamente no vácuo do meu próprio olhar
A madrugada se estende num tempo indefinido
Em um desses momentos em que o tempo não deveria mais passar
Respiro profundamente num segundo qualquer
Num desses minutos que teu perfume deveria estar aqui
Uma voz implora por tua presença
Porém a ausência do teu corpo me torna vazio
Imóvel como uma pedra sem vida
Inerte como uma vida sem sonhos
Sufocado pelo desejo de te possuir
Algemado pela impossibilidade de te tocar
Em meus pensamentos te vejo sorrir
Na realidade necessito chorar
Em um desses instantes em que as lágrimas deveriam secar
Numa simples noite em que meu coração nada deveria sentir
Porém você existe, dentro e fora de mim
LArs
Num daqueles dias que seria melhor não existir
Olho vagamente no vácuo do meu próprio olhar
A madrugada se estende num tempo indefinido
Em um desses momentos em que o tempo não deveria mais passar
Respiro profundamente num segundo qualquer
Num desses minutos que teu perfume deveria estar aqui
Uma voz implora por tua presença
Porém a ausência do teu corpo me torna vazio
Imóvel como uma pedra sem vida
Inerte como uma vida sem sonhos
Sufocado pelo desejo de te possuir
Algemado pela impossibilidade de te tocar
Em meus pensamentos te vejo sorrir
Na realidade necessito chorar
Em um desses instantes em que as lágrimas deveriam secar
Numa simples noite em que meu coração nada deveria sentir
Porém você existe, dentro e fora de mim
LArs
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Só por um momento
Deixe os sonhos penetrarem sua realidade
Inundarem teu corpo de algo irreal
Sinta-se leve e frágil
Como uma garoa que cobre os gramados verdes sem culpa
Como a neve que congela lagos sem razão
Torne –se uma estátua eterna
Eterna estátua de sonhos
Feche os olhos e simplesmente sinta...
Sinta que tudo pode ser real
Deixe os sonhos te carregarem nos braços
Já não há mais motivos, não há mais destino
Tudo está parado, quieto, apenas você consegue correr
Como num contexto sem sentido
Como em questões sem respostas
Como a vida sem você
Perceba o teu próprio mundo
Estique os braços e apenas...
Apenas sinta que tudo pode ser real
Permita que os sonhos te encontrem neste baile de ilusões
Dance sem ritmo, sem vontade de parar
Entregue-se aos teus pensamentos
Aos teus desejos mais profundos
Aos teus delírios mais insanos
Torne-se um pássaro livre
Esqueça a injusta gaiola da vida
Jaula que te impede de voar
E quando estiver totalmente livre, sonhe ainda mais
Sinta o céu sob teus pés
Acompanhe o vento,
Sinta-se no infinito do seu ser
Toque a mais alta das nuvens e depois...
Depois despenque sem sentido, sem razão
Esqueça todos os significados e deixe...
Deixe que os sonhos te carreguem nos braços até o fim.
[Lars]
Inundarem teu corpo de algo irreal
Sinta-se leve e frágil
Como uma garoa que cobre os gramados verdes sem culpa
Como a neve que congela lagos sem razão
Torne –se uma estátua eterna
Eterna estátua de sonhos
Feche os olhos e simplesmente sinta...
Sinta que tudo pode ser real
Deixe os sonhos te carregarem nos braços
Já não há mais motivos, não há mais destino
Tudo está parado, quieto, apenas você consegue correr
Como num contexto sem sentido
Como em questões sem respostas
Como a vida sem você
Perceba o teu próprio mundo
Estique os braços e apenas...
Apenas sinta que tudo pode ser real
Permita que os sonhos te encontrem neste baile de ilusões
Dance sem ritmo, sem vontade de parar
Entregue-se aos teus pensamentos
Aos teus desejos mais profundos
Aos teus delírios mais insanos
Torne-se um pássaro livre
Esqueça a injusta gaiola da vida
Jaula que te impede de voar
E quando estiver totalmente livre, sonhe ainda mais
Sinta o céu sob teus pés
Acompanhe o vento,
Sinta-se no infinito do seu ser
Toque a mais alta das nuvens e depois...
Depois despenque sem sentido, sem razão
Esqueça todos os significados e deixe...
Deixe que os sonhos te carreguem nos braços até o fim.
[Lars]
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Tempo Quebrado
Tempo que se perde no próprio Tempo
Pedaços de um Tempo perdido
Tempo que outrora passava, corria, voava
Agora está estagnado, imóvel, nulo
Tempo que já não envelhece mais
Circunscrito ou descrito,
Porém escrito em algum Tempo qualquer
O Tempo quebrou
Pendurado numa parede muda
O relógio que quebrava o silêncio das noites quietas,
Derepente calou-se
Películas de um ponteiro sem força
Uma ampulheta com vidros estilhaçados
Passado negado, futuro esquecido
Um presente num Tempo que há tempos já não vive mais
Tempo abandonado no Tempo
Num próprio Tempo sem Tempo
No exato momento em que meu Tempo acabou.
LArs
Pedaços de um Tempo perdido
Tempo que outrora passava, corria, voava
Agora está estagnado, imóvel, nulo
Tempo que já não envelhece mais
Circunscrito ou descrito,
Porém escrito em algum Tempo qualquer
O Tempo quebrou
Pendurado numa parede muda
O relógio que quebrava o silêncio das noites quietas,
Derepente calou-se
Películas de um ponteiro sem força
Uma ampulheta com vidros estilhaçados
Passado negado, futuro esquecido
Um presente num Tempo que há tempos já não vive mais
Tempo abandonado no Tempo
Num próprio Tempo sem Tempo
No exato momento em que meu Tempo acabou.
LArs
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