Sapientia et Fortitudo

Sapientia et Fortitudo
Ecce Homo

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A Solidão - Eis o segredo para minha progressão mental.
A distância que procuro manter da massa social exprime minha cabeça à elaborar questões e respostas de uma forma geral.
Ao andar pelas ruas observo todos os que passam por mim e a mairoria deles nem sequer sabem que eu existo, nem se importam com minha existência, então, quando me encontro em meu refúgio solitário psicológico novamente, analiso todos os olhares tristes e mortos com os quais me deparei e sinto pena de todas as almas que estavam ali.

[LArs]
"Deixem de tropeçar nos frágeis obstáculos do mundo e procurem o verdadeiro significado da vida com o sentido que há dentro de teus corações."

[LArs]
"As guerras são para os covardes, os verdadeiros heróis se recusam a atirar quando percebem tamanha ignorância."

[LArs]

Dias de abril

Lá se vão vinte quatro dias do mês de abril.
Cada qual com suas vinte e quatro horas mortas e enterradas pelo tempo.
Outono frio de um céu rabiscado de cinza.
O sol aparece tímido
Demonstra um sorriso triste no fim de uma tarde desgastada.
Pequena melancolia da natureza.
Algumas nuvens insistem em chorar.
Lágrimas derramadas pela inocência do céu.
A lua surge também de vez em quando
Acariciada pelo desespero da solidão em uma noite rabiscada de medo.
Os gritos se soltam.
Flutuam pelo ar, na imensidão de um outono desbotado.
Pequena melancolia da natureza despedaçada em detalhes.
Vozes abafadas que deslizam para o fim.
Um fim rabiscado de tristeza.


[Lars]
Nossas alucinações são dotadas de determinadas cores.Brancas como nuvens ou escuras como a morte.Tão verdes quanto a grama ou tão azuis quanto o céu.Algumas alaranjadas como um pôr de sol, outras acinzentadas como o medo.
Cores, que num contexto geral, formam uma aquarela de loucuras.

[LArs]
Dez palavras
Nove segredos
Oito suspiros
Sete noites
Seis lágrimas
Cinco delírios
Quatro distâncias
Três minutos
Dois caminhos
Um sonho
Nenhuma realidade
Nenhuma....


[LArs]
Eu te odeio!
Assim gritou o Amor, fruto da imaginação daquele que o fez.
Monstruosa imaginação. Monstruoso sentimento.
Fere, devora, consome, para no fim sorrir ao contemplar as lágrimas que desbotam seu olhar.
Eu te amo!
Assim murmurou o Ódio, fruto de um sussurro longínquo.
Distante sopro sedutor.
Perturba, paralisa, enfurece, para no fim acenar, observando teu sonho murchar, secar e morrer.
Preciso de você!
Assim implorou o Amor. Assim implorou o Ódio.
Frutos de uma dúvida constante. Frutos de uma covardia mendiga.
Questionários sem respostas.
Perguntas sem sentido.
Ameaças, significados, ilusões, para no fim se desfazer, olhando o vazio, sentindo o caos provocado dentro do teu coração.

[Lars]
Sou antítese, oposto
A parte cega de um olhar
O lado vazio de um copo cheio
A escuridão contida na luz
A seriedade embutida no engraçado
Sou abstrato, obtuso
Concreto, discreto
Segmentos.
A covardia de um herói
A coragem de um covarde
Sou pipa, sou vento.
Instinto, selvagem.
A parte triste de um sorriso
O composto daquilo que é simples
O lado errado daquilo que é certo
Sou circo, palhaço.
A cortina que nunca se abre
O silêncio da platéia
A vaia dos aplausos
O interruptor que apaga todos os holofotes.


[Lars]
Penso seriamente em me despedir
Dizer adeus
Maneira secreta de falar tristeza
Chorar trancado em você
Se esconder
Trafegar por entre teus pensamentos
Para depois fugir
Desintegrar-se diante teus olhos
Tornar-se uma utopia inútel
Uma ilusão
Invadir teus sentimentos
Para depois sumir
Deixar a lembrança de um sorriso
O gosto de um beijo
Desaparecer diante teus sonhos
Tornar-se apenas o resto
Resto de uma operação insignificante
Subtraindo desejos
Somando lágrimas
Chegando ao resultado exato do fim.


[LArs]
O que dizer sobre o vazio dos homens?
O que dizer sobre os homens vazios?
Comecemos por decantar as flores frias do inverno
Muitas delas sem perfume, outras sem paixão.
Observando as folhas que se despedem das árvores
Muitas delas sem pressa, outras sem sentido,
Todas para sempre.
Calo-me como se calam os galhos secos do destino
À espera de um tempo que passou
Garrafas e copos sem conteúdo
São como um deserto vazio, como homens vazios.
O silêncio invade a noite
O homem é uma brisa que grita ao invés de soprar
As montanhas se aproximam
Deuses, pássaros, sonhos
Tudo se extingue
Desmancha-se o último dos sorrisos
Penúltimo momento de um fim
Ainda restam algumas sílabas
As nuvens despencam em direção ao solo
Morte delicada que sopra ao invés de gritar
Folhas que sonhavam se recolhem
Choram
Adormecem ao infinito.

[Lars]
Sigo na chuva
Momento sem consolo
Numa noite tão insignificante quanto meus atos
Procuro em mim o que nunca encontrei em você
Possibilidade infinita de errar
Sonho na chuva
Segundos sem dor
Palavras insignificantes como a minha voz
Tento encontrar em você o que deixei perdido em teu olhar
Segredos, destino
Rosto desconhecido que me sufoca
Passos tão insignificantes quanto meu caminho
Possibilidade infinita de me perder
Procurando em você, o que sempre esteve dentro de mim


[LArs]

terça-feira, 5 de julho de 2011

Tento adivinhar teus pensamentos
Sento e pergunto pra mim mesmo...
Choro...
Vago com o vento à tua procura
Chego até você
Você não me nota...
Bato na janela do teu quarto
Escuridão...
A luz ascende...mas rapidamente se apaga
A janela permanece fechada
Tua resposta: o silêncio
Me entrego ao vento
Ele me trás de volta
Tento adivinhar teus sonhos...
Sento e pergunto pra mim mesmo
Choro...
Vago com o vento sem você.


[LArs]

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Frias noites vazias

Ouço pelo fone de ouvidos
O som que quebra meu silêncio interior
Porém o silêncio das estrelas permanece intacto
Agudo...infinito
Nesta noite fria
Vazia noite sem você
Sem o teu abraço
Sem a presença necessária do teu corpo
Sem a alegria do doce sorriso que saía dos teus lábios
Sem tua voz que acalmava as descompassadas batidas do meu coração
Sem teus olhos, teu olhar
Onde está você?
Jogada em meus desejos?
Perdida na encruzilhada do passado
Em que tomamos rumos diferentes
Caminhos opostos que nunca mais se encontrarão
Há não ser em pensamentos
No abandono dos nossos sonhos que parecem eternos
Ou nas simples lembranças
Que persistem em invadir meu silêncio
Nestas frias noites vazias

[LArs]

quarta-feira, 30 de março de 2011

Liberdade que precisa ser destrancada.
Desiludida Liberdade.
Resgatar sentimentos
Juntar cacos de um olhar destruído
Colar sorrisos em detalhes
Aprender.
Recolher suspiros suspensos no ar
Encontrar sussurros de um breve momento
Sentir.
Palavras caídas pelo peito
Tropeçar em minhas fragilidades
Sentar naquela grama esparramada
Querer.
Fechar os olhos
Lembrar os dias..relembrar as noites
Esquecer o tempo
Esperar.
Reencontrar a solidão!

[LArs]

sábado, 5 de março de 2011

Passos

Passo sobre meus próprios passos
Em sobrepassos confusos
Sobre mim nada importa
Sobre você, te perdi
E o sobre nós já não existe mais
Sobrevoar lembranças
Sobrescrever sentidos
E então o que dizer?
Sobre o que sentir?
Sobre tudo você.
E os segundo que não passam
Transfiguram sorrisos
Que insistem em partir

[Lars]